Amar no feice é fácil

Não me leve a sério. Eu não sei o que to falando aqui.

Mostrar pro mundo o quanto você ama/cuida/gosta do seu pareiro é fácil.

FODA é mostrar essas coisas pra seu conjuge, usando camiseta de vereador depois da faxina, brother. Com aquele cheiro gostoso de agua de lavadeira no ar, saca?

FODA é amar todo dia. Querer todo dia. Aceitar as manias e as compulsões.

E isso não tá no feice, brother. Não é bonito mostra a insônia 3 horas da manhã.
A noite mal dormida depois da briga. O café da manhã dos campeões depois do sexo.

Demonstrar carinho no feice é fácil.

Dizer que ama, dizer que gosta, e colocar fotos de crianças fofas com mensagens engraçadas.

Mas sabe qualé? Na real?

É foda levantar 3 horas da manhã pra pegar o cobertor porque seu ‘bem’ tá com frio, manja?
Mas a gente faz. Faz porque gosta. Faz porque curte o outro, tá ligado?

Suportar a neura, a família (a sua e a do outro, porque nenhuma família é perfeita…), estar junto quando a casa cai, segurar a onda quando não damos conta. A sua e a do outro, porque também temos nossos conteúdos, também temos nossos ‘dias de não dar conta’.

Amor de feice (nem sempre, veja bem. Nem sempre) é fake.

É tipo aquele casal que briga o dia inteiro, e depois fala pros amigos o quanto sente falta dela, e fala do sorriso dela, de como ele é fofinho jogando Diablo 3 de cueca e meia, ou como aquela viagem de bate e volta pra praia foi maravilhosa. (eles não tinham carro na época, se queimaram todos… foi foda).

Não fale pro feice, fale pra ele. Fale pra ela.

Quando ele/ela chegar em casa dizendo como o cliente X é complicado (aka imbecil), levante do sofá gritando:

“Tamo junto na voadora. ”

Quebre a regra, se machuque junto, ria junto, tire foto junto.

Seja você, deixo o outro ser quem ele quer ser. Finja em nome da boa convivência se necessário. Quebre o pau se necessário. Aprenda um artesanato. Jogue video game com o outro.

Tire foto, vá no motel(tire foto no motel se você curtir um exibicionismo básico).

Vinho com queijo é legal cara. E nem custa muito.

Mas faça pra você e por você, e não pra platéia do feice.

Ja falei minhas besteiras. Agora, partiu vinho com a dona patroa ;)

Mudanças no horizonte

tl;dr: Fiquei de saco cheio de ser sysadmin e to indo tentar outra coisa.

Há algumas coisas que eu gosto e outras que eu não gosto.

E uma terceira classe, de coisas com as quais eu tento me acostumar.

Idéias, pessoas, comportamentos, atitudes, musicas, qualquer nova vai pra classe de coisas que eu tento me acostumar.

Mas isso eu sempre soube. O que eu não sabia era da existência da quarta classe, e essa, hoje, está com todo o peso do mundo.

Essa classe nova, que eu não sabia existir até uns 12 meses atrás é a classe de coisas que você deve remover da sua vida e você finge não saber.

Minha profissão original está nessa categoria. Minha família de origem também, mas vou reclamar só daqui uns meses. :D

Sempre me esforcei para ser um bom administrador de sistemas, embora não tenha mais a menor noção do que isso signifique.

Usei modelos de referência, como o senhor Fike, o Coredump, o Guto Carvalho, Gandalf (Scala Badass motherfucker!!) , “Mano Djalma”, Alexandre Rossi e outros tantos mais (isso é um post, não os créditos de um filme… )

Conheci essas pessoas em épocas diferentes da vida e algumas amizades floreceram.

Eu e o Fike viramos cumpadres. O Fábio, virou meu padrinho de casamento. (Obrigado pela máquina de lavar ;)

E o Mano Djalma me deve um café! Ele sempre me deve um café, e eu sempre faço questão de mencionar isso.

E o Gandalf me mostrou o Steam. Precisa mais????

Aprendi com esses caras, muita coisa mesmo. Todos, direta ou indiretamente, fizeram algo positivo por minha carreira e eu sou grato por isso.

Além desses, usei outros modelos e referências, como livros, podcasts, palestras e qualquer material que estivesse a minha disposição.

Trabalhei em lugares muito legais, trabalhei em lugares muito ruins (a maioria deles, infelizmente… )

Aprendi como funcionam os mercados, a política do open source, a ‘tal comunidade’, o mundo coorporativo com suas regras malucas e dashboards bizarros.

WTF’s e buzzwords por metro quadrado. Muitos WTF’s e BuzzWords por metro quadrado. Zilhões de WTF’s e BuzzWords por metro quadrado.

E com o aprendizado, vem o julgamento. E com o julgamento, as decisões.

E uma das decisões que eu acho justo compartilhar com vocês é que minha ‘carreira’ como SysAdmin está chegando ao fim.

Não tem data pra encerrar, mas estou me movimentando para que aconteça. Provavelmente vocês devem ‘estar cagando’ para isso, mas ainda sim,

sinto prazer em compartilhar isso neste blog, com vocês e com as internets!

E como tudo é um ciclo, se uma carreira acaba, outra deve começar.

E a carreira que acaba de começar tem tudo a ver com sentir prazer e desprazer.

Sim, meus amigos, estou falando da psicanálise. Depois de meses de preparo, leitura, sangue, suor e lágrimas (e muita auto análise. Mas muita auto análise mesmo!!!!!) eu estou atendendo

como psicanálista na minha cidade natal (sim, Santo André existe e fica a poucos KM’s de São Paulo ;)

Tem toda uma história por trás dessa decisão, que terei prazer em compartilhar num momento mais oportuno (BUTECO!!!!!!), mas por hora, saibam que eu estou indo explorar um montão de coisas,
conceitos e hipóteses que não seriam possíveis se eu ainda estivesse preso na ( minha, única, pessoal e instransferível ) fantasia de SysAdmin.

Os porões da alma humana sempre chamaram minha atenção, aquilo que a palavra não diz, a sensação por trás do sorriso sem graça, a justificativa inventada para um sentimento desconhecido, a angústia e o vazio que sentimos sem motivos, a resistência em encarar o que nos afeta, as máscaras que usamos todos os dias.

Esses são os meus objetos de estudos agora, que começaram 2011 (Obrigado por me demitirem!!) como uma idéia tosca e agora preenchem boa parte da minha vida intelectual.

Cada conversa, cada erro, cada acerto, cada cerveja, cada palavrão dito, cada soco reprimido me trouxeram até aqui.

Nada mais justo que tornar o fato público e agradecer a todos que, direta ou indiretamente, positiva ou negativamente, fizeram parte dessas reflexões.

Tomar uma dosilda!

Eu vou pra casa tomar uma dosilda e ninguém vai me impedir.
Simples assim.

Tomar uma dosilda, uma dose, um trago, a pancada, talagada, o cão engarrafado, coisa boa, entende?
Não? É uma pena, cara. Uma pena mesmo.

Vou pra casa, tomar uma dosilda, porque faz bem. Tira o pó da garganta e esquentar o esqueleto.

Tomar uma dosilda e amar minha garota. Ela sabe o que eu preciso. Sexo, paixão, tesão, carinho, risadas e filmes toscos na Tv.
Daqueles, que fazem a gente chorar no final, saca?

Não? É uma pena, cara. Uma pena mesmo.

Tomar uma dosilda, amar minha garota e ficar de papo pro ar.
Papo pro ar porque faz bem, tá ligado? Ouvir um som e ficar de boas. Saca, aquela sensação de que tudo está em paz no universo, tudo vai bem.

Aquela sensação de que você é um cara foda e dono da sua vida, que ama sua garota, toma uma dose, ouve o blues e saca o movimento da vida.
Sabe, aquela coisa que te move, te faz cantar a canção e saber que no final tudo vai dar certo. Mesmo que comece errado, ou seja um saco.

Aquela sensação de que você está aceso, na batida, o calor no dia frio?
A sensação, manja?

Não? É uma pena, cara. Uma pena mesmo.

vai sem titulo mesmo

Estou sendo sugado. Minha energia escorre, minhas forças se esvaem mediante o caos que se tornou minha alma.

Quero morder até arrancar um pedaço, quebrar as correntes com meus dentes sujos e podres.

Quero matar. Quero violentar, esfaquear e pisotear o crânio. Quero destruir. Uma, duas, três, mil vezes. Quantas forem necessárias.

Quero expulsar esses demônios torpes, sem sal, trocá-los por demônios melhores, mais felizes.

Se são meus, posso trocá-los pelo que eu quiser. Um pacote de balas, ou um tenis novo.

Eu quero por pra fora aquilo que me suga, que não me deixa pensar.
Porque me causa tanta ansiedade, tanta dor?

Quem é você, e o que quer de mim? Quem é o seu senhor?
Serves a quem, trauma imundo?

Serves a quem, a que propósito? Por que seguem me vampirizando, me atormentando? Porque, porque, porque????????

Se te pego, te mato, corto os pedaços e penduro no poste como aviso pros próximos.

Depois te costuro, te dou vida nova e te boto de novo na minha casa, como meu servo.

Se não diz a quem serves, decreto então que servirás a mim!

200 gramas de apresuntado, por favor.

Eu sempre comprei apresuntado no mercado. Nunca me perguntei o porquê disso. Apenas ia até a padaria, robóticamente pedir 200 gramas de aprestuntado e 200 gramas de mussarela. Quatro ou seis pães, depende da fome.

Nunca, nem uma vez ousei pedir presunto. Também nunca me perguntei porque pedia apresuntado ao invés de presunto. Literalmente, passei anos indo na padaria pedir apresuntado e mussarela.

Quando eu era criança, o dinheiro era dos meus pais, as regras eram dos meus pais, a casa era dos meus pais, e eu era dos meus pais. E meus pais comiam apresuntado. Porque era mais barato talvez. Não sei. A política da economia nunca reinou na minha casa. O leite era de marca boa. A bolacha, de marca boa também. O salame e a cerveja do meu pai também eram de boa marca. Mas a porra do presunto não era apreciado em casa. Só entrava apresuntado. Aquela coisa gordurosa e não tão saborosa quanto o presunto…

Acho estranho mesmo essa história do apresuntado. Quando eu passei a trabalhar, prover meu próprio sustento e obter meu próprio dinheiro, continuei consumindo apresuntado. Como eu disse, passei anos comendo esse treco sem saber que o presunto era melhor, e vamos combinar, nem tão mais caro assim. Pelo menos não na padaria perto da minha casa, onde faço questão de pedir misto quente. E com presunto, porque eles não vendem apresuntado.

Ainda bem que eles não vendem, senão eu provavelmente iria continuar comendo apresuntado, quando na verdade eu gosto mesmo é de presunto.

Provavelmente os analistas da psiquê irão dizer que isso é comportamento introjetado, e eu prontamente irei concordar com eles.

Vou refletir mais sobre isso enquanto aprecio um misto quente com coca cola. E sim, misto quente com presunto, porquê a padaria não vende apresuntado. Bom, né?

Te frustrei? Acontece.

Devo eu, justificar, minha escolha religiosa, sexual, política ou profissional?

As vezes tenho a impressão que sim.  As pessoas se ofendem  (algumas quase surtam!! ) quando digo que sou ateu.  Costumeiramente, quando entro no escopo escolha religiosa, acabo ouvindo alguns absurdos como:

- Nossa, um rapaz tão inteligente e ateu! Como isso é possível?

- Um dia deus ainda vai tocar no seu coração – Ou, melhor ainda – Rapaz, com deus não se brinca. Isso é coisa séria.

Desisti da justificativa (embora esse texto não deixe de ser uma tentativa de justificativa). Não preciso explicar a minha escolha. Escolhi não acreditar e pronto.

Mas isso não me impede de refletir ou mesmo questionar a posição do outro, daquele que teve a expectativa frustrada.

A pessoa deposita um quantum de expectativa ( Freud chama isso de projeção ) em você, e, quando descobre que aquele quantum não terá retorno, se frustra. Fica puta. Te chama de viado,  maconheiro e satanista (como se fosse algum defeito ser maconheiro, viado ou satanista. Ou os três ao mesmo tempo. :o ) ).

Sei lá, as pessoas sempre esperam o melhor (na concepção delas) de você. Não questionam os valores que aprenderam e esperam que esse valor seja universal, absoluto.

Não sei qual os valores que a sociedade cobra de você, leitor, mas creio que não seja muito diferente do que ela espera de mim.

Ela espera que eu seja cristão, que eu tenha um bom carro, um emprego de sucesso no mundo coorporativo, e que eu queira ter filhos (no plural mesmo. )

Ok, sei que eu tenho um “quê” de formação reativa (Freud explica, sério mesmo), mas eu to cagando pra religião, não tenho carro (na verdade, nem dirijo…) , pretendo abandonar o mundo coorporativo pra me lançar numa empreitada própria e  também recuso a deixar um herdeiro.

Fiz minhas escolhas, e estou contente com elas.

Te frustrei com esse texto ruim? Acontece!!

 

 

 

 

Sai Tanembaum, entra Freud

Troquei a minha biblioteca. Tanembaum não tem mais sentido.
Junto com essa troca, também troquei interesses, pensamentos, emoções e lembranças.

Sai Tanembaum, e junto com ele sai a racionalização, a escolha errada, os erros cometidos,
as escolhas feitas em nome do pai.

Sai Larry Wall, e junto com ele também sai Jeová, Jesus Cristo e satanás.
Budah também não tem mais espaço, e também não tem mais espaço a madrasta má e nem a mãe.

O pai já não me alimenta, e o irmão não é mais o player 1.

Saem as influências, e junto com ela a moralidade e a falácia tecnocrata.

Saem os condutores do mundo e professores ( o que é um professor senão aquele que professa algo ) da verdade.

Um dia isso foi minha realidade, e agora ela não me interessa mais.
Sinto-me menos covarde (menos covarde, nunca não convarde) e conciente.

O medo cumpre seu papel de abalar minhas estruturas. Sinto medo, e não medo do medo.

Os roteiros são a busca da verdade, e esta não me interessa mais.
Estou mais interessado nas mentiras que eu conto pra mim mesmo.

Tanembaum e Larry Wall não tem mais espaço na minha estante.
Uso elas pra guardar meus livros de Freud.

Termômetro digital com arduino, lm35 e tela de cristal liquido (lcd)

Depois de entender como o lm35 funciona, vamos escrever a temperatura em um display LCD de 16×2, encontrados facilmente em lojas de componentes eletrônicos.

Abaixo, o vídeo demonstrando o projeto finalizado, o esquema utilizado para ligação dos fios e o código fonte para utilizar no arduino.

Abraços!!

O esquema de montagem:

lm35_lcd_bb

O código:

#include
LiquidCrystal lcd(12, 11, 5, 4, 3, 2);
int analogPin = A0 ;
int temp = 0 ;

void setup() {
lcd.begin(16,2);
lcd.print("Loading") ;
}

void loop() {
int temp = analogRead(A0);
// A tensao maxima vinda do sensor e 5V, que sera convertido
// em 1023.
// Assim temos:
// 1023 == 5V
// 2.04600 == 10mV (0.01V)
temp = (temp / 2.04600) ;
//Posicionando cursor na primeira posição
//da primeira linha
lcd.setCursor(0, 0) ;
lcd.print("Temperatura:") ;
//Posicionandm na 13 posição da primeira linha
lcd.setCursor(13, 0);
lcd.print(temp) ;
delay(1000) ;
}

DomBot versão menos 2 – Teaser

Olá pessoal.

Algumas pessoas com quem converso peridaram para ver como está ficando o DomBot, meu robozinho de estimação.

Estou montando ele usando um brinquedo velho como base, mas em breve pretendo comprar um chassis para o Dom, embora a minha esposa goste do jeito toscão do Dom (semelhança com o criador, talvez???? )

Seguindo a filosofia release early, release often, eis aqui uma demonstração do chassi do Dom.

Nada demais, mas continua divertido. :P